@larinagase pergunta: Vocês tem planos para o próximo álbum?
Bruno: “Agora o foco é no “Acabar com tudo” que é o nosso clipe, single de trabalho. Mas, já temos algumas ideias. nada muito concreto, mas já temos uma ideia do que fazer, provavelmente, nós já sabemos qual é o single.”
@larinagase pergunta: Como surgiu o nome da banda, já que é um nome muito diferetente?
Bruno: “É, pode crê. Então, muita gente acha que “He Saike” é Inglês; que é marciano, mas é tupi-guarani (risadas). Significa “Todo poderoso”. E é aquela história, você nunca sabe que nome dar para a banda no começo, começamos á pensar qual nome, então meu pai teve um sonho com uma tribo de índios, e a gente estava fazendo como se fosse um show para aquela galera. E,pô, eu achei legal aquela ideia e falei “deixa eu procurar alguma coisa em Tupi Guarani, porque eu não sabia nada. Eai, eu fui atrás e acabei encontrando esse nome. E é o que eu sempre falo, a gente é uma banda que começou com esse nome; não rolaram outros nomes, foi sempre He Saike.”
@larinagase pergunta: E como vocês se conheceram?
Bruno: “Então, eu e o Goreio nos conhecemos. Paguei um jantar para ele á luz de velas, foi ai que ele se apaixonou por mim. (risadas). É mentira ,ele é meu amigo de rua, de bairro.
Junior: Ele era mendigo?
Goreio: Não, não. Ainda não. (risadas)
Bruno: Mas então, ai começamos a trocar ideia de fazer a banda, começou com uma zuera. Depois entrou o Lê na batera, e o Junior na guitarra. Mas tudo começou com uma zuera.
@larinagase pergunta: Mas começou com essa formação?
Bruno: Não, já rolaram outras formações. Acho que é normal, toda banda troca de integrante e tal; mas essa já está há 2 anos, quase.
@larinagase pergunta: Eu pesquisei e vi que tudo começou com o Bruno querendo ser o Axl Rose, mas hoje em dia vocês estão mais para o Nx Zero.Vocês acham que vocês queriam parecer mais o Nx zero ou bandas parecidas mesmo, ou vocês queriam ter concretizados aquele sonho passado: Do Axl Rose?
Bruno: Eu acho que assim, no começo das bandas você tem que se mirar, se espelhar em alguém; eu me espelhava no Axl Rose. Pô, acho muito louco. Na verdade, no começo da banda, eu via o cara (Axl) e eu tentava imitar o “maluco”. Então não tinha minha personalidade, era meio que um “cover” do barato (Axl). Mas então, vai passando o tempo e você vê que não é daora você ser um “cover” do cara, é legal você ser você mesmo. Eu acho que isso que é o daora de banda: É colocar a sua identidade,tanto no som, como no jeito de falar. Mas esse lance de ser Nx Zero, Green Day, Foo Fighters que pode falar que a gente é alguma coisa parecida. Você pode ver que na história do rock acontece isso. A galera do grunge eram meio parecidos. Mas na verdade, é que tinha elementos que eram comuns em cada banda. E por isso que veio o movimento grunge e o hard rock. Acho que a gente também faz parte de um movimento atual; em que cada banda tem, mais ou menos, movimentos semelhantes. Mas para mim, o que quiser falar que nós somos parecidos, eu não ligo. É normal rotularem, eu vejo como um lado positivo: Se estão rotulando, é porque a galera esta interessada na banda, se você não é rotulado em nenhum sentido é porque não interessa. É válido.
Junior: Desde que gostem da gente não tem problema. O som, na verdade, é a característica que a gente traz. Cada um tem influências diferentes sobre o rock. E quando a gente se juntou acabou dando nisso. Nós estamos fazendo o que gostamos, sem tentar copiar ninguém. E se a gente é comparado com outras bandas, é simplesmente por consequências do rock atual.
Lê: Na verdade é normal a galera comparar. Se aparece, alguém sempre vai rotular. Até a galera perceber” o que é a banda, o que eles trazem de proposta”; então eles vão começar a falar “Não, isso aqui é parecido, mas aquilo ali é diferente”. Ai sim, toma uma cara diferente.E eles estão prestando atenção á ponto de pensar em comparar. Eles ouvem a música e prestam atenção e falam “pô, parece”; então estão absorvendo um pouco da banda;
@larinagase pergunta: E o que vocês estão escutando ultimamente?
Bruno: A gente está ouvindo muito pop!
Lê: E Foo Fighters!
Junior: Arctic Monkeys não tem muito haver com a gente, mas eu ouvi e está legal. Os caras estão destruindo.
@larinagase pergunta: Bruno, você assumiu o sobrenome “Saike”. Se a banda brigar feio, ou se separar… você não vai se arrepender?
Bruno: Então, eu estava falando sobre isso ontem com um amigo meu. Eu quero fechar o braço (tatuagem), e eu estava falando que eu queria fazer alguma coisa da banda, um símbolo algo assim. E surgiu essa coisa de “E se a banda acaba?” . Primeiro: eu duvido que a banda vai acabar. E a segunda coisa é que: eu não penso sobre o arrependimento tanto pelo nome “Saike” ou tatuar um símbolo da banda, porque faz parte da minha vida e não tem como alguém tirar isso… Já está marcado isso para o resto da minha vida. É um período que já marcou presença. Então, eu nunca vou me arrepender de levar Bruno Saike ou tatuar um símbolo nosso.
Lê: Uma vez eu estava falando com um amigo e eu disse pra ele: Você tatua uma coisa no seu corpo, aí passa um tempo e você fala “nossa, que bosta não deveria ter feito isso”; mas naquele momento marcou a sua vida. Então não tem porque você falar isso.
Bruno: É, você vai estar renegando a sua história, tá ligado? O legal é isso: Olhar para trás- como hoje, a gente olha para trás e lembra de coisas, como no começo da banda, que a gente não sabia de nada. Pô, eu era cabeludão. Hoje eu não tenho “moral” mais de fazer um show do jeito que eu fazia… Mas cara, eu não renego, acho muito louco. A gente é uma banda que tem uma história, por mais que seja uma banda recente, a gente tem história. Não é uma coisa que foi formada “vamos fazer assim, vamos gravar o clipe e pronto”; a gente tem uma história, um passo-a-passo. E pô, todo mundo acha daora: A gente está aqui dando entrevista para o site da atrevida, das superatrês; mas ninguém sabe que é um domingo ás duas horas da tarde. Enquanto está todo mundo almoçando, a gente está aqui. Tanto eu quanto você, lari.
Lê: Falam que nós somos sortudos. Ninguém sabe o que a gente passou e sofreu para estar aqui.
Junior: O que a gente passa… (risadas)
Bruno: Mas enfim, é complicado. Mas eu nunca renegaria a minha história. Então não, não me arrependeria de carregar comigo “Bruno Saike”. E isso vai ser para sempre.
@larinagase pergunta: Se vocês não fossem músicos, o que vocês seriam?
Junior: Eu ia ser mendigo. (risadas) Brincadeira! Seila, eu ia fazer negócinho de biscuit.
Bruno: Eu acho que ia vender geladinho, não sei se é uma boa. (risadas)
Lê: Bom, na verdade, aqui ninguém pensa em nada diferente da música. A gente realmente respira música. Então, se eu não fosse batera, eu iria trabalhar com produção, iria montar um estúdio. Ninguém iria pensar em sair da música, não é uma coisa que sai da nossa cabeça.
Bruno: Tipo, está ligado na gente, eu não penso em outra coisa não sendo relacionada á música. Eu curto muito o lance de divulgação.
Junior: A gente poderia montar uma produtora: O Lê seria o dono do estúdio, eu faria a produção musical, o Bruno cuidaria da divulgação e o Goreio seria o… Recepcionista (risadas)
@larinagase pergunta: A galera do twitter perguntou: Como rolou a parceria com o Thaíde?
Bruno: O lance do Thaíde, muita coisa do he saike acontece muito naturalmente. A gente estava conversando sobre parceria, com um amigo nosso, e ele perguntou “Pô, já pensou em fazer parceria com o Thaíde?”. E ele ligou para o maluco ! Ninguém estava esperando, a gente até achou que era brincadeira. Mas, então a gente gravou um som e mandamos para ele e na hora ele abraçou a “ideia”. Thaíde é um cara muito gente boa, tranquilo, adora fazer suspense (risadas). É que quando a gente foi gravar o som, o produtor pedia para ouvir a parte do Thaíde, e ninguém sabia porque ele (Thaíde) que fez a parte do rap. E toda vez, eu falava com ele: “Eaí Thaíde, já fez a letra?” E ele respondia: “Não, to pensando…” . E toda vez ele ia lá em casa e passava uma hora, duas horas e ele ia embora e não falava a parte dele! [...] Ele dava palpites e tal, mas não falava a parte dele. E só no dia que fomos gravar, a gente descobriu a parte dele. E todo mundo ansioso, eu sou aceleradaço… Pareço uma menina chamada Larissa Nagase sabe? (risadas) Mas quando lançou, foi muito daora…
Junior: A gente deu cambalhota, pulamos, estouramos rojão… (risadas)
Eaí, galera, gostaram? Se quiserem acessar a segunda parte da entrevista: http://youtu.be/sLSBPTiAnbc
larinagase
twitter da banda: @hesaikerock
Fiquem ligados que logo logo tem mais ! Um beijo de sua superatrê e superamiga, @larinagase!